Era Sodoma o nome daquela cidade. Era uma cidadezinha pequena, pacata, mas aconchegante. Era um torrão de gente acolhedora, rodeada de um tipo de palmeira chamada Carnaúba e bafejada por uma brisa oceânica que os mais velhos chamavam de vento nordeste. Terrinha boa, onde tudo parecia normal, até que num certo dia, em um anoitecer, a cidadezinha recebeu uma visita inesperada, de procedência celestial. Não, não era Santa Luzia, eram dois anjos que tinham sido enviados por Deus para passar a noite na praça e observar a vida naquele lugar antes de entregar aos seus habitantes uma mensagem divina. Eles andaram, sentaram, conversaram e não gostaram nem um pouco do que viram: encontraram famílias sendo desfeitas porque os maridos ou as esposas se envolviam com pessoas que não eram seus cônjuges; encontraram jovens deixando de aprender e de viverem suas vidas para perdê-las em meio as drogas e as bebidas; perceberam pessoas que tentavam melhorar o orçamento familiar usando meios corruptos; pessoas que sentavam-se em suas calçadas e dedicavam-se e até deliciavam-se em falar mal da vida de seus conterrâneos; perceberam que pessoas matavam os seus semelhantes a facadas, machadadas e até arrancando a cabeça; perceberam pessoas que eram capazes de qualquer meio para poderem alcançar seus objetivos; perceberam que até nos círculos mais religiosos os seus membros viviam relacionamentos de fachada, pois não se gostavam de verdade mas mantinham apenas uma aparência enganadora; e perceberam também que muita gente estava deixando de adorar ao Deus que fez os céus e a terra para se curvarem e jurarem diante de obras feitas por mãos humanas; isso tudo sem falar naqueles que declaradamnete ou não deixavam de buscar e adorar o seu Criador sob a alegação de que estão muito ocupados ou estão curtindo a vida. Diante do que observaram, os mensageiros podiam finalmente entregar a mensagem que eles vieram trazer: "estamos para destruir este lugar. As acusações feitas ao Senhor contra este povo são tantas que ele nos enviou para destruir a cidade" (Gênesis 19:13). Então, ao amanhecer "o Senhor, o próprio Senhor, fez chover do céu fogo e enxofre sobre Sodoma e Gomorra. Assim ele destruiu aquelas cidades e toda a planície, com todos os habitantes das cidades e a vegetação (Gênesis 19:24-25). Não sobrou pedra sobre pedra, apenas ruinas e cinzas daquela que era chamada de pérola engastada. Depois que passou toda aquela catástrofe, os anjos voltaram e em meio aquelas ruinas deixaram uma placa com uma inscrição que deveria servir de lição para todos aqueles que passassem por aquelas bandas e vissem aquele monturo. A inscrição dizia o seguinte: JUÍZO DE DEUS SOBRE A CIDADE QUE SE ESQUECEU DELE. E ainda mais abaixo se podia ler também: "Aconteceu a mesma coisa nos dias de Ló. O povo estava comendo e bebendo, comprando e vendendo, plantando e construindo. Mas no dia em que Ló saiu de Sodoma, choveu fogo e enxofre do céu e os destruiu a todos. "Acontecerá exatamente assim no dia em que o Filho do homem for revelado (Lucas 17:28-30). Quando os mensageiros terminaram de pregar a placa foram embora e eu despertei de meu sono.
quinta-feira, 14 de março de 2013
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
OUTRO MOTIVO
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
O MESTRE CALENDÁRIO
Eu gosto de calendários. Através deles nós vemos o fluir do ano. Atrvés dos olhos dos calendário nós vemos o fluir da vida. Dia após dia, semana após semana, mês após mês. No calendário marcamos o nosso aniversário e o aniversário de quem gostamos, é a ele que recorremos para checar quanto falta até o dia tão desejado e por meio dele percebemos o passar das estações e o chegar das festas e feriados. Mas o calendário deveria ter mais consideração por nossa parte, ele deveria ser considerado um mestre que nos ensina sabedoria, pois por ele nós podemos entender que "todos os nossos dias vão passando na tua indignação; passamos os nossos anos como um conto que se conta" (Salmos 90.9). Pois é, o mestre calendário nos ensina que o tempo passa e não pára e tudo é tão rápido que mal damos conta. Diante dessa realidade creio que o melhor é desejarmos o desejo do salmista, "ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos corações sábios" (Salmos 90.12). Tá aí, acho que os calndários deveriam ser considerados como um dos melhores presentes a se dar e a se receber.
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
TRANSLAÇÃO DE 2013
Foi no CELC que na época ainda se chamava Jardim Escola Branca de Neve onde eu aprendi sobre os movimentos da Terra. Não lembro bem a série, se foi na segunda, na quarta ou na sexta que a professora nos ensinou que o nosso planeta tinha dois movimentos, um em que ela gira em torno de si mesma, levando um dia inteiro para isso e outro em que ela gira em torno do sol, precisando de um ano para completar esse ciclo. Hoje está terminando a Translação de 2012 e logo mais vai começar a Translação de 2013. Translação é o nome do movimento que a Terra dá em torno do sol. Dentro de uma Translação várias coisas acontecem: pessoas se casam e outras se divorciam, pessoas vão embora e outra vão chegando, várias coisas são construídas enquanto muitas outras são destruídas, vencemos e perdemos, somos exaltados e também humilhados, trabalhamos duro e também brincamos muito, é assim. Mas, cada Translação é formada pela junção de muitas rotações. Rotação é o nome do movimento que a Terra faz em torno de si mesma e vai do alvorecer até o crepúsculo. É o nosso dia-a-dia, são as nossas pequeninas viagens diárias que vão formando a nossa longa viagem de um ano que culminará em 31 de dezembro de 2013, quando mais uma vez estaremos vendo os rojões e fogos e prontos para mais uma jornada. Nessa Translação de 2013 que se iniciará com a Rotação de 1º de Janeiro, eu desejo que na vida de cada um de nós, "desde o nascimento do sol até ao ocaso, seja louvado o nome do Senhor" (Salmos 113.3).
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
EU NÃO SEI
Outro dia eu voltava do trabalho com um grupo de colegas e nós começamos a conversar e projetar como seria o próximo ano. Pensávamos nas possíveis dificuldades com suas possíveis soluções, falávamos das possíveis portas abertas e das possíveis janelas fechadas. Então de súbito eu pensei e comentei: "Deus deve está ouvindo nossa conversa agora e sorrindo de cada um de nós". No mesmo instante, até a gente começou a sorrir de nós mesmos. Continuamos o nosso caminho com outras conversas, mas o assunto anterior não saia da minha cabeça. Fiquei imaginando Deus nos olhando e nos dizendo: "Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito" (Jeremias 29.11a). Quando 2013 estiver terminando, vamos olhar para trás e perceber que Deus fez diferente de tudo aquilo que a gente imaginou, tecendo o tapete de nossas vidas e pintando o quadro de nossa existência de um jeito único e insondável que não parecerá nem de longe com aquilo que projetamos. Diante disso e do ano que está chegando, acho que nos resta parar e dizer para Deus: "Eis-me aqui, envia-me" (Isaías 6.8b).
terça-feira, 25 de dezembro de 2012
A ESTRELA DO NATAL
Eu gosto de ficar olhando para as estrelas. É muito bom ver no meio de toda a escuridão do céu noturno aquela bonita luz que brilha dando uma beleza de sentido à imensa negridão. Há mais de dois mil anos, lá para os lados de Belém brilhou uma estrela. Eu não estou falando da estrela que brilhou no céu de Belém e que guiou os magos do oriente, mas estou falando da estrela que brilhou na terra de Belém e "que ilumina a todo o homem que vem ao mundo" (João 1.9b). Deus Pai enviou Deus Filho ao mundo. Deus Filho "se fez carne e habitou entre nós" (João 1.14). E "o povo, que estava assentado em trevas, viu uma grande luz;E, aos que estavam assentados na região e sombra da morte, a luz raiou" (Mateus 4.16). O povo da América, da Europa, da África, da Ásia, da Oceania e da Antártida viu uma grande luz, porque Deus estava conosco, morando com a humanidade. Então é NATAL!
domingo, 23 de dezembro de 2012
JERUSALÉM, JERUSALÉM
Antes
de ontem o Globo Repórter falou sobre Jerusalém. Mostrou cada lugar especial por
onde Jesus passou. Mostrou o Muro das Lamentações que foi o que sobrou do
Templo onde Jesus ensinou bastante; mostrou o Monte das Oliveiras onde Jesus
dormiu e orou bastante junto com os discípulos; mostrou o Monte das Bem-aventuranças
onde Jesus pronunciou um de seus mais belos sermões; mostrou o Mar da Galileia,
que na verdade é um lago, onde Jesus andou por sobre as águas; mostrou o Rio
Jordão onde Jesus foi batizado.
Foi
muito emocionante! O repórter falou que até quem não era religioso se
emocionaria ao estar em lugares onde o próprio Jesus esteve.
Eu
sempre quis ir a Jerusalém. Minha esposa viu o jeito empolgado como eu assistia
a reportagem que disse que queria ter dinheiro só para me proporcionar o prazer
dessa viagem à Terra Santa. Creio que um dia nós iremos lá.
O
que me faz ter tanta vontade de ir a Jerusalém é aquela vontade de estar onde
Jesus esteve, mesmo que lá eu não o encontre, visivelmente falando. Mas eu
tenho uma promessa. Na verdade todo o cristão tem essa promessa. Ela diz o
seguinte: “Pai, aqueles que me deste
quero que, onde eu estiver também eles estejam comigo” (João 17.24a). Jesus
pediu a Deus Pai em sua oração para que os seus discípulos estivessem onde ele estiver
junto com ele. E sabe onde Jesus vai estar? Preste bem atenção: “E eu, João; vi a santa cidade, a nova Jerusalém,
que de Deus descia do céu” (Apocalipse 21.2a) e ainda tem mais, “E ali nunca mais haverá maldição contra alguém;
e nela estará o trono de Deus e do Cordeiro, e os seus servos o servirão. E
verão o seu rosto, e nas suas testas estará o seu nome” (Apocalipse 22.3 e 4).
É isso mesmo, haverá outra Jerusalém, ainda mais bela que a que existe atualmente
e lá, Jesus vai estar visivelmente e vai morar eternamente no meio de seus
discípulos. Isso vai acontecer quando ele mudar a roupa, trocando a criação
velha por novos céus e nova terra.
Quero
visitar a Jerusalém atual. Só visitar, pois sei que lá eu só vou encontrar a
lembrança de Jesus e logo logo quero voltar para a minha amada cidade de
Carnaubais. Mas quando chegar o momento de Jesus inaugurar a nova Jerusalém eu
quero me mudar de mala e cuia para lá, pois sei que nesse novo lugar eu não vou
me encontrar com a lembrança dele, mas vou me encontrar pessoalmente com ele.
MARANATA!
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