sábado, 26 de outubro de 2013

SOU UM GRÃO DE TRIGO...

"Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto".
João 12.24

Certa vez um poeta disse: "sou uma gota d'água, sou um grão de areia". Concordo, pois ele quis dizer o quanto somos pequenos e frágeis. Mas eu prefiro a metáfora do Mestre Jesus, que nos comparou a um grão de trigo. Acho que eu quero ser mais um grão de trigo do que um grão de areia, pois apesar dos dois serem igualmente pequenos, no grão de trigo há vida e quando ele morre os frutos permanecem, enquanto que o grão de areia não tem frutos. Sim, somos grãos de trigo e não grãos de areia, pois apesar de sermos bem pequeninos, mesmo assim, ao partirmos daqui, não vamos sem deixar nada, mas deixamos os nossos frutos, - valores, exemplos, lições de vida, descendentes - que são o nosso legado pessoal. 

sábado, 28 de setembro de 2013

IRONIA DO DIVINO

Os homens são mesmo arrogantes e pretensiosos. Eles já se auto intitularam de tudo no mundo, de senhor à governador e de rei a imperador, não faltou nem um título sequer. Achando pouco essa presunção houve aqueles que se auto intitularam até mesmo deus. Foi o caso de Otávio Augusto, o primeiro imperador de Roma. Seu nome na verdade era Caio Júlio César Octaviano, Augusto foi um título que ele pôs sobre si mesmo e que significa divino, pois esse governante queria ser adorado em todo o império como se ele fosse um deus. Mas que ironia do Divino, pois exatamente durante o governo e sob o domínio desse arrogante imperador nasceu Jesus, o verdadeiro Filho de Deus. E aconteceu como no Cântico de Maria que declarou “com o seu braço [o Senhor] agiu valorosamente; dissipou os soberbos nos pensamentos de seus corações. Depôs do trono os poderosos, e elevou os humildes.” (Lucas 1. 51 e 52).

Tudo isso serve de testemunho para que a gente aprenda que só há um Deus, ninguém é igual a Ele, ninguém é senhor de nada, a não ser Ele e nós dependemos inteiramente de suas mãos.

sábado, 17 de agosto de 2013

MUITOS E BONS FRUTOS

Certa família tinha dois pés de acerola no quintal de sua casa. Havia uma árvore mais perto da porta da cozinha e a outra mais distante. Os frutos da planta mais próxima à porta da cozinha eram maiores, mas os da planta mais distante eram mais doces. No tempo certo, o tempo em que dava acerolas, o marido apanhava daquelas frutas todos os dias e quase todos os dias a esposa fazia suco para todos daquele lar. Eram tantos frutos que ultrapassava a necessidade daquela família, e por isso, o marido chamava os amigos e a esposa chamava suas parentas para vir até sua casa e também colher de suas acerolas. Alguns usavam aquelas frutas somente para fazer suco para seus familiares e outros as usavam para fazer lambedor para as crianças gripadas. Então, devido ao fato de que os seus pés de acerola estavam dando muitos e bons frutos e que muitas famílias estavam desfrutando e sendo abençoadas com esses frutos, o marido e sua esposa se alegravam e ficavam muito satisfeitos com suas duas plantas.


Assim também o Senhor se alegrará e ficará muito satisfeito com aquele filho que estiver produzindo muitos e bons frutos que abençoam muitas pessoas e glorificam o Seu Nome.

Medite:

"Eu sou a videira; vocês são os ramos. Se alguém permanecer em mim e eu nele, esse dá muito fruto; pois sem mim vocês não podem fazer coisa alguma. (João 15:5-6).

“Meu Pai é glorificado pelo fato de vocês darem muito fruto; e assim serão meus discípulos.(João 15:8). 

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

O REBANHO MUNDIAL



Certo dia eu estava sentado na fila do atendimento de um banco e um amigo sentou-se próximo a mim e nós começamos a conversar. Ele me expôs uma dúvida que o incomodava. A dúvida era a seguinte: - “se a Terra tem cerca de 7 bilhões de habitantes e somente cerca de 2,5 bilhões e meio são cristãos, isso significa que a grande maioria das pessoas irão se perder? E quanto àquelas pessoas que nunca ouviram falar de Jesus, essas também irão se perder? E, por exemplo, alguém que nasce num lar islâmico, será que ele também não teria a chance de salvar-se mesmo sendo mulçumano, já que todas as religiões falam e buscam a Deus? Será que para ser salvo tem que necessariamente seguir a Jesus?

Eu respondi que as dúvidas dele eram legítimas, assim como sua preocupação com as pessoas e que essas mesmas dúvidas já me acompanharam em determinado momento da minha vida. Mas eu tranquilizei o meu coração quando comecei a pensar a seguinte coisa: é a mesma coisa se formos considerar qualquer religião, pois se a salvação está entre os judeus, então a maioria das pessoas que não seguem o judaísmo perecerá. Se a salvação estivesse no islamismo, então a maioria das pessoas que não são mulçumanas iria perecer. Se a salvação estivesse no budismo, então a maioria das pessoas que não seguem os ensinamentos de Buda iriam perecer e, assim por diante.

Então ele me perguntou se não seria o caso de que no final de tudo todo mundo seria salvo. Eu lhe respondi que não, pois as Escrituras eram bastante claras que haverá um grupo de salvos e um grupo que irá perecer, pois existe o grupo dos justificados e o grupo dos ímpios, que são rebeldes contra Deus.

Mas para acalmar o coração dele, eu citei uns versículos da Bíblia que consolou e tranquilizou o meu próprio coração. Eu lhe disse que lá no Evangelho de João o próprio Senhor Jesus nos explicou:Na verdade, na verdade vos digo que aquele que não entra pela porta no curral das ovelhas, mas sobe por outra parte, é ladrão e salteador. Aquele, porém, que entra pela porta é o pastor das ovelhas. A este o porteiro abre, e as ovelhas ouvem a sua voz, e chama pelo nome às suas ovelhas, e as traz para fora. E, quando tira para fora as suas ovelhas, vai adiante delas, e as ovelhas o seguem, porque conhecem a sua voz. Mas de modo nenhum seguirão o estranho, antes fugirão dele, porque não conhecem a voz dos estranhos.” (João 10 .1 – 5).

E também disse: “Eu sou o bom Pastor, e conheço as minhas ovelhas, e das minhas sou conhecido. Assim como o Pai me conhece a mim, também eu conheço o Pai, e dou a minha vida pelas ovelhas. Ainda tenho outras ovelhas que não são deste aprisco; também me convém agregar estas, e elas ouvirão a minha voz, e haverá um rebanho e um Pastor.” (João 10. 14 – 16).

Depois de citar esses versículos eu lhe disse que Jesus não explicava com exatidão todas àquelas dúvidas que ele me expôs no início da conversa, mas esclarecia bastante e transmitia muita confiança e tranquilidade, como a confiança de alguém que sabe o que está fazendo e que tem o total controle da situação ao declarar que conhecia as suas ovelhas de uma forma tão íntima e profunda que era capaz de chamar todas elas pelos seus nomes e que suas ovelhas o seguiriam sempre, porque conheciam sua voz e por isso, não seguiria outro ensinamento e ainda mais, que Ele tinha ovelhas que não estavam somente no “aprisco” da nação de Israel, mas também estavam em outros “apriscos” espalhados pelo mundo, entre nações mulçumanas, budistas, xintoístas, hinduístas e etc. e que Ele mesmo iria ajuntar essas pessoas em seu rebanho para que Ele fosse o único Pastor desse imenso rebanho mundial.

Saber disso foi o que me deixou muito tranquilo e confiante.

sábado, 6 de julho de 2013

A BÍBLIATECA


Sofia entrou admirada naquela biblioteca que se chamava Bíblia. Ao entrar ela percebeu que aquele local era dividido em duas salas, uma maior que a outra. A sala maior se chamava Antigo Testamento e a sala menor Novo Testamento. Sofia observou que em cada sala havia quatro estantes e era nessas estantes que estavam os livros. Na sala do Antigo Testamento estava a estante chamada Pentateuco, a estante História, a estante Poesia e a estante Profecia. Sofia entrou também na sala do Novo Testamento e lá estavam as outras quatro estantes, a estante chamada Evangelhos, a estante Atos dos Apóstolos, a estante Epístolas e a estante Apocalipse.

Sofia continuou sua exploração e começou a contar os livros. Quando terminou a contagem ela observou que sobre as oitos estantes da biblioteca achavam-se 66 livros, 39 livros na sala do Antigo Testamento e 27 livros na sala do Novo Testamento. Sofia ficou feliz por saber que na sua cidade havia aquela rica biblioteca. Em vista disso, ela toma uma decisão e resolve ir todos os dias durante um ano inteiro ler os livros daquele lugar, começando do primeiro e seguindo a sua ordem até o último.

No dia seguinte, ela inicia a sua jornada de leitura começando a ler o livro de Gênesis. Ao final de um ano ela estava terminando de ler o livro de Apocalipse. Depois desse ano inteiro de leitura, Sofia chegou a algumas conclusões. Ela percebeu que apesar daquela biblioteca ter vários livros que foram escritos por pessoas diferentes, cerca de 40 pessoas que usaram estilos literários diferentes, e que viveram em épocas e lugares diferentes, mas era como se existisse uma harmonia entre eles tão grande que era como se existisse uma corda ou um cordel misterioso que os amarrava de uma forma tão tremenda que toda aquela biblioteca inteira parecia formar um único livro que contava uma única história.

E mais do que isso, ela percebeu que aquela harmonia acontecia porque existia um tema unificador de todos aqueles livros e que esse tema unificador era uma pessoa e essa pessoa era o Filho de Deus que veio ao mundo, Jesus Cristo. Sofia viu que os livros da sala do Antigo Testamento apontavam para frente e olhavam adiante com grande expectativa para a chegada do Filho de Deus e que os livros da sala do Novo Testamento mostravam e demonstravam que em Jesus Cristo se concretizou toda aquela expectativa tão almejada, pois o Filho de Deus finalmente tinha chegado ao mundo.

Intrigada com tudo isso e buscando a chave para compreender como uma coisa tão maravilhosa como essa poderia acontecer, Sofia entendeu como que por uma iluminação dos céus que toda aquela harmonia só poderia acontecer se todos aqueles diferentes livros, escritos por diferentes autores, com diferentes estilos literários e em diferentes lugares e épocas tivesse tido uma única fonte que inspirou todas aquelas palavras para todos os seus autores. E foi exatamente essa a conclusão de Sofia, que o Deus que fez os céus e a terra e tudo quanto neles há soprou essas palavras aos seus diferentes escritores de uma forma tão maravilhosa que todos aqueles livros daquela biblioteca chamada Bíblia formavam um livro só que contava uma única história.


Admirada com tudo isso, Sofia toma uma outra decisão. Ela decide que em todos os dias em que ela viver, por todos os anos de sua existência, ela iria diariamente visitar aquela biblioteca e mergulhar e se deliciar na leitura de cada um de seus livros até o dia em que ela pudesse se encontrar com a Fonte que inspirou e que deu toda aquela harmonia aos livros daquela biblioteca.

Para meditar: 

"Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo".
2 Pedro 1.21

terça-feira, 4 de junho de 2013

O ETERNO



Perguntaram-me quem criou Deus e eu respondi que ninguém o criou pois Ele é eterno e não teve nem começo e nem terá fim. Perguntaram-me como poderia ser isso e eu novamente respondi que não sabia, mas, que iria usar uma figura que o próprio Jesus usou para explicar essa realidade, ele disse: "Eu sou o Alfa e o Omega, o princípio e o fim, o primeiro e o derradeiro" - Apocalipse 22.13. O Alfa e o Omega são respectivamente a primeira e a última letra do alfabeto grego, seria o mesmo que dizer em português: Eu sou o A e o Z. É interessante essa ideia, é como se você de repente conseguisse inventar uma Máquina do Tempo que fosse capaz de voltar ao passado mais distante, lá pelo começo de tudo e quando você chegasse lá não encontraria nada nem ninguém a não ser Deus. E do mesmo modo, se essa máquina fosse capaz de ir ao futuro mais longínquo, lá pelo fim de tudo, lá pelo horizonte da ciação e da existência, você iria encontrar somente a Deus. Pois é, Deus é aquele que abre todas as coisas e é também aquele em quem tudo se encerra.  

quinta-feira, 14 de março de 2013

JUÍZO DE DEUS SOBRE A CIDADE QUE SE ESQUECEU DELE



Era Sodoma o nome daquela cidade. Era uma cidadezinha pequena, pacata, mas aconchegante. Era um torrão de gente acolhedora, rodeada de um tipo de palmeira chamada Carnaúba e bafejada por uma brisa oceânica que os mais velhos chamavam de vento nordeste. Terrinha boa, onde tudo parecia normal, até que num certo dia, em um anoitecer, a cidadezinha recebeu uma visita inesperada, de procedência celestial. Não, não era Santa Luzia, eram dois anjos que tinham sido enviados por Deus para passar a noite na praça e observar a vida naquele lugar antes de entregar aos seus habitantes uma mensagem divina. Eles andaram, sentaram, conversaram e não gostaram nem um pouco do que viram: encontraram famílias sendo desfeitas porque os maridos ou as esposas se envolviam com pessoas que não eram seus cônjuges; encontraram jovens deixando de aprender e de viverem suas vidas para perdê-las em meio as drogas e as bebidas; perceberam pessoas que tentavam melhorar o orçamento familiar usando meios corruptos; pessoas que sentavam-se em suas calçadas e dedicavam-se e até deliciavam-se em falar mal da vida de seus conterrâneos; perceberam que pessoas matavam os seus semelhantes a facadas, machadadas e até arrancando a cabeça; perceberam pessoas que eram capazes de qualquer meio para poderem alcançar seus objetivos; perceberam que até nos círculos mais religiosos os seus membros viviam relacionamentos de fachada, pois não se gostavam de verdade mas mantinham apenas uma aparência enganadora; e perceberam também que muita gente estava deixando de adorar ao Deus que fez os céus e a terra para se curvarem e jurarem diante de obras feitas por mãos humanas; isso tudo sem falar naqueles que declaradamnete ou não deixavam de buscar e adorar o seu Criador sob a alegação de que estão muito ocupados ou estão curtindo a vida. Diante do que observaram, os mensageiros podiam finalmente entregar a mensagem que eles vieram trazer: "estamos para destruir este lugar. As acusações feitas ao Senhor contra este povo são tantas que ele nos enviou para destruir a cidade" (Gênesis 19:13). Então, ao amanhecer "o Senhor, o próprio Senhor, fez chover do céu fogo e enxofre sobre Sodoma e Gomorra. Assim ele destruiu aquelas cidades e toda a planície, com todos os habitantes das cidades e a vegetação (Gênesis 19:24-25). Não sobrou pedra sobre pedra, apenas ruinas e cinzas daquela que era chamada de pérola engastada. Depois que passou toda aquela catástrofe, os anjos voltaram e em meio aquelas ruinas deixaram uma placa com uma inscrição que deveria servir de lição para todos aqueles que passassem por aquelas bandas e vissem aquele monturo. A inscrição dizia o seguinte: JUÍZO DE DEUS SOBRE A CIDADE QUE SE ESQUECEU DELE. E ainda mais abaixo se podia ler também: "Aconteceu a mesma coisa nos dias de Ló. O povo estava comendo e bebendo, comprando e vendendo, plantando e construindo. Mas no dia em que Ló saiu de Sodoma, choveu fogo e enxofre do céu e os destruiu a todos. "Acontecerá exatamente assim no dia em que o Filho do homem for revelado (Lucas 17:28-30). Quando os mensageiros terminaram de pregar a placa foram embora e eu despertei de meu sono.